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Pesquisa revela que grande parte dos investidores

Quarta-feira, 03 de junho de 2015

Última Modificação: 05/11/2018 13:22:57


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Pesquisa revela que grande parte dos investidores dispensa aconselhamento financeiro. Comportamento pode se refletir em carteira limitada

Boa parte dos investidores brasileiros não se aconselha com profissionais especializados para tomar decisões, aponta pesquisa divulgada no último mês pela gestora americana de investimentos Franklin Templeton. O levantamento, feito a partir de 500 entrevistas, com pessoas de 25 a 65 anos, também indica desconfiança quanto à solidez financeira das empresas que recebem as aplicações e pessimismo com as perspectivas de ganhos para este ano.

A tomada de decisão por conta própria é apontada por 41% dos investidores entrevistados como prática mais comum. A principal consequência desse comportamento é a formação de uma carteira de ativos generalista e com bastante alocação em produtos conservadores, já que o investidor “autossuficiente” tende a ser avesso ao risco, conforme análise do presidente da Franklin Templeton no Brasil, Marcus Vinícius Gonçalves.

Um dos propulsores desse movimento é a expansão da internet no país, que avolumou e acelerou a circulação de informações úteis a investidores. Percebendo a tendência, a XP Investimentos passou a priorizar o atendimento remoto, em que o cliente é orientado a distância, de forma a atrair potenciais clientes habituados a operar sozinhos. “Temos uma equipe de análise que trabalha em uma espécie de ‘sala virtual’, tirando dúvidas e comentando balanços e fatos relevantes, por exemplo”, conta Gabriel Leal, diretor da corretora.

Quando busca conselho técnico, a maioria (35%) o faz no próprio banco de varejo, orientando-se com o gerente, em atitude que nem sempre é a mais adequada. Professor da FGV/EAESP, o economista Samy Dana diz que há uma espécie de conflito de interesses, já que o funcionário do banco responsável pelo aconselhamento é o mesmo que precisa vender o produto.

Desconfiança

Outra característica revelada pela pesquisa é a desconfiança do investidor em relação à saúde financeira das empresas depositária e intermediadora da aplicação. Esses temores são apontados por 52% dos entrevistados como as maiores preocupações ao investir.

Gonçalves avalia que o receio está ligado ao histórico recente de instituições financeiras brasileiras. “Já vivemos muitas crises, inclusive bancárias. E isso faz com que o investidor tenha medo de deixar o dinheiro no banco e, amanhã, o banco não estar mais lá para honrar o compromisso.”

A lista de preocupações segue com a performance do produto oferecido (21%) e com as taxas embutidas nele (13%). O fato de esses fatores aparecerem em segundo plano é visto com preocupação. “Às vezes, a pessoa investe por meio de um banco que considera sólido, mas opta por um produto arriscado”, exemplifica Leal.

Pessimismo

A pesquisa deste ano também relevou crescimento do pessimismo quanto ao alcance de metas financeiras: o indicador subiu de 10%, em 2013 e 2014, para 29% neste ano – o quinto mais elevado, entre 23 países pesquisados, refletindo as dificuldades da economia brasileira.

Gonçalves pondera que o momento de maior pessimismo já passou – a pesquisa foi finalizada no início de março, quando eclodiam atos de protestos que levaram milhões às ruas do país contra a presidente Dilma Rousseff.

Fonte: gazeta

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