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PR disputa novos cursos de Medicina

Quinta-feira, 09 de outubro de 2014

Última Modificação: 05/11/2018 13:39:25


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Programa Mais Médicos prevê a formação em Pato Branco, Umuarama, Campo Mourão e Guarapuava. Neste mês inicia a seleção das instituições

 

Instituições particulares de ensino superior poderão concorrer neste mês ao edital para ofertar o curso de Medicina nas 39 cidades brasileiras selecionadas pelo programa Mais Médicos, de acordo com portaria do Ministério da Educação. A implantação dos cursos em cidades do interior do país é uma das três dimensões do programa Mais Médicos, que prevê até 2017 a criação de 11,5 mil novas vagas de graduação em Medicina e 12,4 mil de residência médica.

Até agora, mais de mil vagas foram abertas em universidades federais e, com a autorização da implantação do curso em 39 novas instituições privadas, serão abertas mais 2 mil. A seleção das instituições será feita com edital específico para cada cidade. Guarapuava, Pato Branco, Campo Mourão e Umuarama são os quatro municípios paranaenses selecionados pelo Ministério da Educação e o Ministério da Saúde para implantar os cursos de Medicina.

Para sediar a graduação, as instituições precisam cumprir uma série de exigências, como ter projeto político-pedagógico afinado com o programa, possuir experiência com cursos na área da saúde e prever investimentos de contrapartida ao município, tanto na rede de serviços, com equipamentos e cursos de formação para profissionais da saúde, quanto com bolsas aos estudantes. A escolha das instituições deve ocorrer até dezembro. Após o resultado, cada faculdade tem de 3 a 18 meses para ofertar o primeiro vestibular, com 50 vagas.

Tudo preparado

Em Pato Branco e Umua­­­rama existem instituições interessadas na concorrência. A Fadep (Faculdade de Pato Branco), que já oferta os cursos de Enfermagem, Fisioterapia, Nutrição e Psi­­cologia, faz investimentos para implantar a graduação em Medicina.

De acordo com o diretor-geral da instituição, professor Eliseu Miguel Bertelli, o projeto pedagógico, o corpo docente e a estrutura física estão prontos para a concorrência pública. “Investimos R$ 4 milhões e faremos, no próximo ano, mais R$ 1 milhão de investimentos para recebermos o curso de Medicina, nosso objetivo há tempos. Se vencermos a licitação, acreditamos ter condições de fazer o primeiro vestibular em janeiro ou fevereiro, para começar as aulas já em março de 2015.”

Em Umuarama, a Uni­­­versidade Paranaense (Unipar) também investe para conseguir sediar o curso. A instituição custeia seis médicos-residentes para atender pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo dois em cada um dos três hospitais particulares da cidade. Para o próximo ano, serão 12 médicos-residentes que atenderão pelo SUS custeados pela Unipar.

Para a diretora do Instituto de Ciências Bioló­­­gicas, Médicas e da Saúde da Unipar, Irinéia Baretta, esses investimentos, além da experiência e da estrutura da universidade na área de saúde, capacitam a instituição para sediar o curso de Medicina. A Unipar já conta com graduação em Enfermagem, Biomedicina, Psicologia, Odontologia, Nu­­­trição e Farmácia.

Guarapuava pode ter duas graduações

O prefeito de Guarapuava, Cesar Silvestri Filho, recebeu no dia 22 de setembro o secretário de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Hêider Aurélio Pinto, para a assinatura do Termo de Compromisso para a abertura do curso de Medicina na cidade. Na cerimônia, com presença dos diretores dos hospitais e das faculdades particulares da cidade, além da equipe da Secretaria da Saúde, comemorou-se o reconhecimento da qualidade dos serviços prestados na área da saúde.

“Somos a primeira cidade no Paraná a assinar o termo e um dos nove municípios brasileiros que precisam apenas manter a estrutura que já possuem, sem precisar de adequação”, disse o prefeito.

A assinatura do termo significa que Guarapuava está adequada para implantar o curso de Medicina em instituição privada. Com isso, é possível que, dentro de poucos anos, a cidade oferte dois cursos: um em instituição privada e o outro em pública. É que a Unicentro (Universidade Estadual do Centro-Oeste), que pleiteia há anos a abertura da graduação, já teve o projeto político-pedagógico do curso aprovado.

Público e privado

A seleção da cidade que receberá o curso de Medicina pelo programa Mais Médicos leva em conta a necessidade social: possuir mais de 70 mil habitantes e não ofertar o curso de Medicina em nenhuma instituição. Sobre a possibilidade de haver duas graduações na cidade, o secretário de Gestão do Trabalho e Educação e Saúde do Ministério da Saúde, Hêider Aurélio Pinto, esclarece: “caso o curso de Medicina da Unicentro seja criado antes do curso da instituição particular, não impedirá que o trâmite continue, pois são processos independentes e um não exclui o outro.”

Fonte: gazeta

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