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fisioterapia

Leses de coluna ganham tratamento personalizado

Segunda-feira, 09 de junho de 2014

Última Modificação: 05/11/2018 13:49:44


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Método busca a recuperação da biomecânica natural da estrutura e fortalece os músculos profundos, que têm a função de sustentar o corpo

Um novo método não cirúrgico para tratamento de doenças da coluna desenvolvido no Brasil pode ajudar a aliviar dores que afetam boa parte da população. Segundo a Organização Mundial da Saúde, oito em cada dez pessoas no mundo sofrem ou vão sofrer de dores nas costas ao longo da vida. Apesar da possibilidade da dor sumir sem intervenção médica, maus hábitos podem torná-la crônica. No país esta é a doença crônica mais comum, atingindo 36% da população de acordo com a Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz.

Para esses casos, o tratamento denominado Re­construção Músculo-Ar­ticular da Coluna Vertebral, que vem sendo desenvolvido pelo Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral (ITC) desde 2005, pode tratar as principais lesões da coluna como hérnia de disco, lombalgia, cervicalgia, dor ciática, espondilose (bico-de-papagaio) e artrose. O fisioterapeuta responsável, Helder Montenegro, também presidente da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna, explica que a base do tratamento começa pela avaliação dos sinais e sintomas do paciente.

A triagem é feita pela subclassificação das dores na coluna que define a melhor técnica ou equipamento para cada tipo de dor. “São evidências científicas, baseada em pesquisa iniciada em 1995 em Pittsburgh (EUA), divulgada e revisada nas principais publicações do segmento no mundo”, afirma Montenegro. A partir do diagnóstico, o tratamento específico da dor pode ser realizado de quatro formas, individual ou conjuntamente: manipulação ou mobilização articular, mesa de tração, exercícios direcionais e estabilização segmentar vertebral estática e dinâmica. “A diferença é que não existe mais um modelo pronto, hoje há um norte”, diz ele..

Montenegro diz que é preciso cuidar da saúde das articulações nas vértebras, fazendo movimentos pontuais para recuperar a biomecânica natural da estrutura. Os exercícios qualitativos para proteger e fortalecer os músculos profundos (dentro da coluna) degenerados e atrofiados são cruciais, pois são eles que têm a função de sustentar o corpo.

“A leitura correta da condição do paciente é o “X” da questão na fisioterapia. Um tratamento incorreto pode trabalhar muito pouco o local necessário e até mesmo fazer mal”, conta Montenegro. Ele também adverte sobre a costumeira dica do alongamento. “Para quem tem hérnia é totalmente contra indicado. Tenha cuidado. Na dúvida, não faça. É um mito”, alerta.

O fisioterapeuta acredita que algumas sessões podem resolver, mas dois meses é o tempo médio para retirar a dor, recuperar o movimento e fortalecer a musculatura. Essa última parte deve ser continuada com o pós-tratamento para manutenção, que faz parte da metodologia do programa e pode ser feito com musculação ou Pilates. “O Pilates é excelente, mas é para quem está sem problemas”, diz Montenegro. Segundo ele, o exercício requer coordenação motora e espacial, e exige orientação profissional. “Se tiver com dores e fizer com má postura é como se fosse fogo próximo de pólvora”, diz ele.

Fonte: gazeta

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