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Terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Última Modificação: 05/11/2018 13:57:12


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Empresas assumem mercado de baixo custo e dobram volume de vendas de smartphones. Hoje, 70% dos aparelhos no país custam menos de R$ 700

Até pouco tempo atrás, smartphone era sinônimo de tecnologia de ponta e preços elevados. Com dificuldade em penetrar em alguns mercados, as fabricantes de celulares resolveram adotar outra tática: apostar em aparelhos inteligentes de baixo custo. A estratégia deu certo. Hoje é possível pagar a metade do preço em aparelhos com acesso aos principais aplicativos do mercado, boa conexão à internet e múltiplas funções.

“As possibilidades são as mesmas. A grande diferença entre um aparelho de ponta e um de baixo custo está na memória e no acabamento”, afirma o consultor em telecom Oswaldo Olivetti. Em geral, o aparelho mais caro é indicado para usuários que procuram alta performance e armazenam um grande número de dados no celular – como milhares de músicas, fotos e vídeos.

Desde que as principais empresas lançaram suas versões populares de smart­phones, os chamados aparelhos “de entrada”, o mercado nacional dobrou as vendas. Hoje, a estimativa é de que 70% dos aparelhos com múltiplas funções vendidos no país custem menos de R$ 700.

O caminho é natural. “Cerca de 500 milhões de pessoas vão comprar celulares de baixo custo em 2014. Quem não lançar seu modelo vai perder mercado”, disse o CEO mundial da Motorola Mobility, Dennis Woodside, quando lançou o Moto G – o aparelho custa R$ 650 e teve seu anúncio mundial feito no Brasil, mercado que a Motorola enxerga como fundamental para os aparelhos de entrada.

Com isso, o valor médio do smartphone vendido no Brasil vem diminuindo com o passar dos anos. Em dois anos, o preço caiu R$ 118. Em 2011, um aparelho destes custava em média R$ 790. No ano passado, o valor ficou em R$ 672, de acordo com o IDC.

Segundo Olivetti, a maior oferta de smartphones de entrada fez deslanchar o mercado no país. Dados da consultoria em telecomunicações Teleco mostram que os celulares inteligentes atingiram o recorde de participação total de mercado no terceiro trimestre de 2013, representando 58% das vendas no Brasil. O volume levou a um crescimento de 147% das vendas de smartphones no país nos nove primeiros meses do ano.

Outro lançamento emblemático para o segmento foi a versão pop do smart­phone da Apple, o iPhone 5c, com acabamento de plástico e menos opções de memória. Ainda que o valor não seja tão baixo quanto dos concorrentes (é vendido por R$ 1,9 mil desbloqueado), é uma mostra da tendência do mercado. “O fabricante vai precisar trazer mais e melhores ofertas para o consumidor. Ele também precisa oferecer um produto de entrada, mais barato. É onde está o volume de vendas”, afirma o analista de mercado do IDC, Leonardo Murin.

 

Fonte: gazeta

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