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Celulares pr-pagos perdem terreno

Segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Última Modificação: 05/11/2018 14:03:47


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Uso de internet nos smartphones e possibilidade de controle nas contas deram “empurrãzinho” nos planos pós-pagos

Os planos de celulares pré-pagos perderam terreno para os planos de conta. Enquanto a base de clientes com celulares pós-pagos cresceu 7,7% no primeiro semestre de 2013, o número de contas ativas que precisam de recarga se manteve praticamente estável, com alta de 0,3%. Proporcionalmente, neste período, a fatia dos pré-pa­gos perante o total de celulares no Brasil caiu de 81% para 79%. O uso ilimitado de dados no celular por meios dos smartphones e os planos pós-pagos com controle de uso estão pesando em favor da mudança.

No final das contas, é uma questão de custo-benefício. O usuário consegue falar mais com uma mesma despesa ou prefere gastar um pouco mais para não ter que se policiar. “Empresas criaram mecanismos de controle das despesas, que era o grande trunfo dos planos pré-pagos.”, afirma o diretor-executivo da consultoria Teleco, Eduardo Tude. Ao invés de carregar o celular com R$ 50 por mês e pagar tarifas de até R$ 2,05 por minuto, os usuários agora tem a opção de pagar uma franquia mensal no mesmo valor, com chamadas ilimitadas para a mesma operadora e tarifas até cinco vezes menores. “O pré-pago tem seu mercado e ele será predominante por um bom tempo, mas existem alternativas mais em conta”, explica o economista especialista em telecomunicações Gilberto Fiko.

Navegação irrestrita

Paralelamente, o setor conta com uma mudança de comportamento do consumo. Os smartphones ainda representam menos dos 5% dos 250 milhões de aparelhos ativos no país, mas no segundo trimestre deste ano, 54% das unidades vendidas são de celulares inteligentes, de acordo com a International Data Corporation (IDC).

Com isso, a base de aparelhos com acesso à rede 3G cresceu 40% nos primeiros seis meses do ano, enquanto o número de celulares sem possibilidade de acesso à internet ou com acesso restrito à rede 2G caíram pela metade. “Não quer dizer que todos estes usuários estão migrando de plano, mas é provável que isso se reflita no futuro. Não adianta ter um aparelho com uma série de funcionalidades e não poder usar todas elas. A tônica dos smartphones é a possibilidade de conexão ilimitada, que ficaria muito cara com os pré-pagos”, afirma Fiko.

Queda

Mesmo assim, a ampla maioria dos aparelhos ainda é pré-pago. O modelo foi uma aposta das operadoras para ganhar mercado e popularizar o uso dos celulares. Em 2011, quando o número de aparelhos a cartão ultrapassou o tamanho da população brasileira, 3,5 milhões de contas deste tipo eram ativadas por mês, em média.

Hoje a situação é outra. Quando a base cresce, são cerca de 300 mil novas linhas – um ritmo dez vezes menor do que o registrado há dois anos. Em alguns meses, no entanto, há um decréscimo de até 500 mil cadastros na base dos pré-pagos. Com isso, a participação deste tipo de plano está em queda frente ao total de celulares no país, caindo todos os meses desde o início de 2012.

Usuários podem economizar até 50%

A mudança de comportamento dos usuários partiu do impacto no bolso gerado pelas tarifas dos planos pré-pagos. A designer Juliana Campos tentou se manter como cliente dos planos de recarga mesmo depois que comprou seu smartphone, mas a experiência não durou um mês. “Sempre tive celular pré-pago para controlar as despesas, mas as franquias hoje estão mais acessíveis. Em alguns meses eu gastava mais de R$ 100 com os créditos e hoje tenho um plano básico de R$ 50, que nunca excedi”, explica.

O plano pós-pago também pesa na hora de pagar o aparelho novo. Maior parte das operadoras permite diluir na conta, em até um ano, as parcelas do pagamento do smartphone. “Para mim, era migrar de plano ou então nunca ter um iPhone”, confessa a manicure Ana Maria Cabral. “No final do mês, a conta sai quase a mesma coisa, descontando a prestação”, explica.

Controle

O mesmo caminho fez a família da dona-de-casa Inês Soletino. Os três filhos dela tinham celulares pré-pa­gos. “Era uma maneira de limitar o uso e, principalmente, o gasto deles”, afirma. No entanto, com a mudança de estratégia das próprias operadoras, Inês descobriu que poderia restringir o gasto com celular deles mesmo com um plano pós-pago, com a possibilidade de ligar ilimitadamente dentro da mesma franquia. “No final das contas, gastavamos muito com as ligações a cobrar deles. Hoje eles podem ligar para os números dos irmãos e para mim de graça e a operadora ainda me permite limitar o gasto de cada um dos números”, comemora.

 

Fonte: gazeta

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